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Qual a diferença entre Gerente de Banco, Assessor de corretora e Consultor financeiro?

Atualizado: 8 de jul. de 2020

É muito comum ter dúvidas sobre a diferença na atuação de gerentes de bancos, assessores de investimentos e consultores financeiros. Então vamos esclarecer isso: o que pode ajudar as pessoas a saber ONDE devem procurar ajuda para adquirir produtos financeiros adequados às suas necessidades, diminuindo assim, riscos de expectativa. Para começar a explicar um pouco desse contexto, é imprescindível compreender quais são os objetivos e os papéis dos agentes mais comuns do mercado financeiro.



BANCOS E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS::

O objetivo de um banco é vender produtos. Os produtos do banco são os produtos financeiros, como empréstimos, cartões de crédito, consórcios, seguros, investimentos e etc. O banco é, portanto, como uma loja de roupas de uma determinada marca. O seu objetivo é vender seus produtos e obter rentabilidade através dessa venda. Ele é remunerado pela venda de seus produtos. Quanto maior o volume de vendas, maior seu lucro e mais felizes estarão os seus acionistas.

Um banco NÃO presta o serviço de educação financeira. Esse papel não lhe cabe, assim como não presta assessoria de investimentos e muito menos consultoria financeira. O máximo que um banco pode fazer é realizar “vendas consultivas”, que são aquelas vendas do processo de avaliação das necessidades do cliente e oferta dos produtos adequados, dentro do que a própria instituição possui na prateleira. Apesar de ser uma coisa bem clara, é importante frisar esse aspecto da função do banco porque quando compreendida, elimina-se completamente o entendimento de que o banco é um orientador e que o gerente é um consultor que vai propor soluções boas pra você. Na verdade, o gerente vai propor soluções que tenham sido pré-determinadas pelo banco, que é o seu empregador. E isso NÃO É nenhum descrédito da função, nem do banco. Simplesmente é o entendimento básico da finalidade do banco: vender seus produtos. Vamos fazer um paralelo com uma concessionária de carros. Você entra lá, faz o teste drive em alguns carros, gosta de um e pergunta para a vendedora:

– “Esse carro é bom?”

– “Sim, claro!” – dirá a vendedora.

Alguém pode imaginar uma vendedora dizer assim?


ASSESSOR DE INVESTIMENTOS:

Esse profissional é chamado legalmente de agente autônomo de investimentos. Pode ser uma pessoa física ou uma pessoa jurídica, e é fiscalizado pela CVM. Paga taxas trimestrais para exercer a atividade e é monitorado e fiscalizado pelos órgãos reguladores do mercado.

Seu p


apel é distribuir investimentos. Em outras palavras, vender investimentos. No entanto, a grande diferença para o banco é que o assessor não vende produtos de apenas uma instituição e nem é empregado de nenhuma delas. Dessa forma, ele possui liberdade para ajudar o cliente na avaliação das alternativas disponíveis nas várias instituições, proporcionando uma tomada de decisão mais ajustada aos interesses do cliente. O assessor de investimentos não pode, por LEI, receber nenhum dinheiro do cliente por essa atividade. Ele recebe das instituições financeiras quando vende os produtos aos seus clientes. Para o cliente não há custo adicional! Assim, com um assessor de investimentos, um cliente pode, de forma centralizada, adquirir investimentos de vários bancos diferentes, num único lugar. E como contra-partida do auxílio na orientação, o cliente faz a aquisição dos investimentos através do assessor. Neste caso é muito importante observar que o dinheiro do cliente vai sempre direto para o banco onde a sua aplicação financeira será feita. Nunca passa pela conta do assessor de investimentos! Ele apenas cuida da papelada e documentação necessária para que os investimentos sejam executados conforme a escolha do cliente.

É, portanto, papel do assessor de investimentos prestar todos os esclarecimentos sobre os investimentos e sobre sua adequação ao perfil do investidor em questão. E a decisão é sempre do investidor. O assessor não pode executar nenhuma aplicação ou movimentação sem que seja por ordem do investidor. E o dinheiro do investidor nunca passa pelo assessor. O fluxo é sempre direto da conta bancária do investidor para a aplicação definida e da mesma forma no caminho de volta.

Por não receber salário de bancos, possui, por natureza, uma atuação mais isenta e com interesses mais alinhados com o cliente. Estará restrito, é verdade, ao número de instituições financeiras que possui contrato de distribuição. Mas existem assessores que distribuem produtos de mais de 40 bancos e gestoras diferentes. É uma quantidade boa.


CONSULTOR FINANCEIRO (ou planejador financeiro):

O consultor financeiro é o profissional que presta consultoria para indivíduos e famílias sobre planejamento financeiro. Abrange desde o segmento de investimentos, até o de crédito, planejamento sucessório e tributário. Trata-se do profissional mais qualificado para atuar como orientador do investidor. Trata-se do profissional mais qualificado para transferir conhecimentos para o indivíduo. Esse profissional é totalmente independente e isento. Via de regra, não possui vínculo com nenhuma instituição financeira, tornando-se o mais isento de todos. Como é o serviço desse profissional? É como um médico, um psicólogo, um dentista. Ele cobra do cliente pela prestação de serviço. O cliente paga diretamente, por hora de consulta ou de alguma outra forma combinada entre as partes. Ele pode ajudar o cliente a fazer todo o seu planejamento financeiro, orçamentário, planejar aposentadoria, auxilio no planejamento tributário e etc.Mas ele não vende investimentos ao cliente.


ENTÃO QUEM EU DEVO PROCURAR?

O ideal é contratar um consultor, fazer um plano personalizado, traçar os objetivos e períodos. Depois, escolher as corretoras onde serão desenvolvidas as etapas do plano e depois escolher os assessores em cada uma delas. Assim, eles oferecerão o que há de melhor e seu consultor te indicará e explicará as vantagens e desvantagens das melhores ofertas.

Quanto ao assessor e ao banco, existe uma segmentação.Nos bancos, por exemplo, quanto maior o patrimônio de um cliente, mais personalizado é o seu atendimento. No topo do atendimento bancário, está o segmento de Private Bank que engloba os clientes que possuem investimentos financeiros geralmente superiores a 3 milhões (cada banco tem sua segmentação). Nesse segmento, é onde os bancos mais se aproximam de um atendimento realmente isento e focado no cliente, até por conta do nível de exigência e conhecimento desse público. Na base de atendimento, está o varejo. Até por falta de conhecimento, será alvo das ofertas de produtos massificados, atendidos com senha no banco.

Quanto aos assessores, também farão sua segmentação. Mas atendem muito bem ao mercado intermediário, situado entre o varejo e o private. Que outras alternativas existem de educação financeira? Além dos cursos, muitos desses profissionais do mercado possuem blog, twitter, facebook com o objetivo de fornecer educação financeira para o grande Público. Lembrando sempre que é indispensável analisar a experiência e a qualificação da pessoa que está oferecendo as informações.


É importante entender essa separação das funções, já que esse entendimento é o pontapé inicial para que todos saibam onde e quem poderá fornecer educação financeira.

E em alguns anos, isso será algo mais comum, como já é em países como EUA, entre outros. Nosso país está num momento de mudanças profundas. Em pouco tempo será absolutamente natural que todos possuam os seus consultores e assessores de investimentos. Os profissionais que acompanharão e orientarão famílias durante uma vida inteira acerca do seu planejamento financeiro. Vamos trabalhar para que essa realidade chegue logo.🥰✨


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